STBSB lança campanha de reeducação ambiental

O Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB) vestiu a camisa da preservação da criação de Deus, tema dos batistas brasileiros para o ano de 2011. Desde o dia 16 de junho seminaristas, moradores e colaboradores trabalham na coleta seletiva de lixo da instituição.

Segundo a administradora do STBSB, Aline Braga Ribeiro, o objetivo dessa iniciativa é desenvolver nos futuros líderes das igrejas batistas uma reeducação ambiental.

O seminário é um ponto de referência na vida dos alunos que passam por aqui. Então, nós pensamos em começar o projeto para que eles sintam o desejo de levar para o ministério deles, pois é algo que podem aplicar na vida e na igreja. A motivação foi de fazer deste seminário, deste momento, algo que eles vão levar para a vida toda”, afirmou Aline.

Para ajudar nessa empreitada, o seminário conta com o pastor Mark Greenwood e sua esposa Suzana, que, além de moradores do campus, são coordenadores do projeto, que conta com a parceria da organização não governamental Ecomarapendi, que desenvolve o trabalho de coleta e separação dos resíduos.

Sobre o desenvolvimento do projeto, a administradora declarou: “Ao lado da capela colocamos dez galões de lixo, quatro deles com adesivos nas cores para metais, vidros, plásticos e papéis. As outras lixeiras são para aqueles que ainda não separam os lixos nas suas residências. Oferecemos essas duas opções para ninguém desistir. A pessoa joga o seu lixo no local de descarte e, em seguida, entram em ação nossos funcionários, que uma vez por dia recolhem esses galões e fazem uma prévia seleção. Depois a empresa parceira recolhe e separa os resíduos”.

Outra frente de trabalho são os canteiros de lixo orgânico feitos com os restos de comida, que servirão de adubo para a horta comunitária que será desenvolvida a partir do mês de agosto.

Além disso, alunos e moradores são incentivados na reeducação através de panfletos, e-mails de conscientização e com o culto de lançamento da campanha que aconteceu no dia 16 de junho. Nessa oportunidade, a preletora foi a professora Lourdes Brazil, que falou sobre o meio ambiente e a responsabilidade social do cristão de cuidar da criação de Deus.

A conscientização desse projeto está sendo feita dentro de casa. Nossa ideia é que durante este segundo semestre todos estejam cansados de tanto ouvir falar sobre o lixo reciclável, meio ambiente e comecem a entender que o STBSB não é só meu, mas dos batistas e que eles são representantes responsáveis por este espaço”, concluiu Aline.

 Amar e servir

Mais uma iniciativa do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB) é a parceria da instituição com o projeto “Amar e Servir”, que consiste na disponibilização da mão-de-obra de ex-dependentes químicos em processo de reabilitação para a conservação de seu campus.

Os funcionários passam uma temporada de um mês aqui no seminário e ajudam no trabalho mais pesado como cortar grama, separar lixo reciclável e orgânico, limpeza do espaço, em troca de alimentação e hospedagem. Essa parceria tem funcionado. É lógico que eles estão em um processo, uns caem, outros levantam, e nós estamos ajudando. É muito legal porque os seminaristas estão envolvidos com o projeto. E todos os dias um estudante faz um estudo bíblico com eles”, afirmou a administradora Aline Braga Ribeiro.

Assim, os alunos aprendem sobre o que vão enfrentar nas igrejas. E os funcionários conseguem apoio para esta fase da vida.

Está sendo bom para todo mundo”, conclui.


 

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Primeira escola sustentável do Brasil consome até 80% menos energia

Na última sexta-feira foi inaugurada a primeira escola sustentável do Brasil, no Rio de Janeiro. A Escola Estadual Erich Walter Heine é a primeira da América Latina a receber o certificado LEED Schools (Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council.

Poucas têm o selo. Fora os EUA, que concentram 118 construções desse tipo, Noruega, Bali e agora Brasil somam 121 escolas certificadas em todo o mundo.

A lista de características que conferem o status à construção é grande. Um exemplo é o sistema que capta água da chuva para uso nas descargas dos vasos sanitários, nos jardins e na limpeza e chega a economizar metade da água potável disponível no local. Outras medidas interessantes são:

– Iluminação toda feita com lâmpadas LED, o que reduz em até 80% o consumo de energia. Há também painéis solares para geração de energia limpa;

– Formato da construção pensado para gerar maior aproveitamento da circulação do ar e, por isso, menor necessidade de refrigeração;

– Coleta seletiva e espaço para armazenar lixo para reciclagem;

– Uso de “telhado verde” com vegetação que absorve calor (deixando o ambiente com temperatura mais amena) e melhora o escoamento de água da chuva;

– Bicicletário e vagas especiais para veículos com baixa emissão de poluentes;

– Acessibilidade a alunos com necessidades especiais;

– Tratamento acústico nas salas de aula, corredores e ambientes internos próximos às salas;

– Análise prévia da qualidade do solo para a construção e uso de 70% da permeabilidade natural do terreno;

– Reaproveitamento de 100% do material de entulho gerado durante a obra.


Investimento na escola foi de R$11 milhões

A certificação para construções verdes dialoga com a necessidade cada vez maior de soluções que interliguem construção civil e sustentabilidade. Segundo dados da USP, de 40% a 75% dos recursos extraídos da natureza são utilizados nesse setor, responsável por grandes impactos ambientais ao longo do processo de produção de matéria-prima, transporte, montagem e descarte.

Os “restos” gerados pelas atividades de construção e demolição geram uma massa que chega a representar 500 kg de resíduos por habitante ao ano – mesmo que seja possível reciclar ou reaproveitar a maior parte desses materiais. Por isso, iniciativas que buscam melhorar a eficiência e economia das construções são sempre bem-vindas. Você não acha?

*Fotos: Divulgação Governo do RJ

Lydia Cintra

*Matéria publicada no site Super, em maio de 2011.

 

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Vídeo de adolescentes da IB Pioneira de Mondaí vence Concurso de Curtas

Foi pelas mãos de três adolescentes da Igreja Batista Pioneira de Mondaí (SC) que surgiu “Campanha de preservação ao meio ambiente”, vídeo vencedor do Concurso de Curtas promovido pelo Departamento de Ação Social da Convenção Batista Brasileira em parceria com a Juventude Batista Brasileira.

O curta retrata os estilos de vida de dois adolescentes e as consequências de suas atitudes em relação à criação de Deus. Enquanto um se preocupa com sua saúde e com o meio ambiente o outro polui, suja e vive voltado para os seus próprios desejos. Assim, o vídeo mostra de uma forma divertida e muito criativa que os jovens estão preocupados em difundir e viver de forma plena o projeto do Senhor em relação a sua criação.

O segundo lugar foi para os jovens da Primeira Igreja Batista no Guarani (RJ) com o vídeo “Meio Ambiente é Vida Plena. Jovens da JUGUAR”. A produção, cuja proposta é a promoção da consciência ambiental para que se tenha uma vida plena, tem como ponto alto os “executivos” do meio ambiente invadindo a praia para conscientizar a todos sobre o local adequado para se descartar lixo.

Por fim, o prêmio de terceiro lugar vai para a Igreja Batista do Meier, que participou do concurso com o vídeo “Véspera de Natal”. O curta, de ótima qualidade estética, conta a história de um homem que planta uma árvore e deixa um legado de equilíbrio na natureza e na família, mostrando assim que as ações de hoje repercutem no amanhã.

Outras produções foram recebidas pela comissão julgadora, que ficou muito impressionada com a criatividade dos membros de igrejas batistas que participaram desta iniciativa.

Todos os participantes serão contemplados com prêmios, e devem aguardar o contato da Convenção Batista Brasileira para saber como receber os mesmos.

O concurso “Curta Vida Plena e Meio Ambiente” teve como objetivo estimular o conhecimento e a criatividade nas práticas de desenvolvimento sustentável e consciência ambiental cristã entre os batistas brasileiros por ocasião do Dia Batista de Ação Social, que em 2011 aconteceu no dia 1º de maio.

Os vídeos deveriam abordar o tema “Vida Plena e Meio Ambiente” e ter duração de cinco minutos. Veja abaixo os vídeos vencedores, e outros participantes.

1° Colocado – “Campanha de preservação ao meio ambiente”

2° Colocado – “Meio Ambiente é Vida Plena”

3° Colocado – “Véspera de Natal”

“Ecoliber”

“Uma visita ao Espaço da Ciência da Universidade Federal do Norte Fluminense (RJ)”

“Projeto SEMEAR”

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Igreja ajuda o meio ambiente e projeto missionário na Espanha

Inspirada na divisa “Vida Plena e Meio Ambiente”, proposta pela Convenção Batista Brasileira para o ano de 2011, a Igreja Batista Boas Novas, de Cuiabá (MT), realizou uma ação na qual recolheu em apenas um dia mais de 24 mil garrafas PET que seriam jogadas na natureza.

A IB Boas Novas, liderada pelo pastor Carlos Henrique Ribeiro, promoveu no dia 21 de maio o Dia da Coleta, ação inteiramente dedicada à mobilização e conscientização da sociedade sobre a importância da destinação correta e seletiva de garrafas do tipo PET e de óleo de cozinha usado, a fim de evitar a poluição do meio ambiente. Durante a ação, foi recolhida 1,2 tonelada de garrafas – o equivalente a 24 mil unidades.

O Dia da Coleta foi uma ação promovida pela IB Boas Novas e contou com as parcerias da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) e outros órgãos públicos e privados de Cuiabá e de Várzea Grande. Além do posto instalado na IB Boas Novas, foram instalados pontos de coleta em uma praça, em um shopping e em uma escola da capital e em Várzea Grande. A cota da renda gerada pela comercialização do material reciclável, que caberá à IBBN, será destinada ao Projeto Huelva. A igreja levará, no mês de setembro, um grupo de missionários voluntários àquela cidade, no sul da Espanha.

O Projeto Huelva é resultado de um apelo feito à igreja, no ano passado, pelo missionário de Missões Mundiais e pastor Leno Franco. Na época, o missionário expôs as enormes dificuldades da pequena igreja sob seu pastoreio e seu desejo de multiplicar o alcance da Palavra do Senhor entre as comunidades de Huelva e seus arredores, e a necessidade de mais pessoas para semear as boas-novas naquela região. O desafio foi aceito e a IB Boas Novas lançou o Projeto Huelva, que vem empolgando e mobilizando toda a membresia, que participa com orações, contribuições financeiras e voluntariando-se para ir ao campo.

“Além de ajudarmos a preservar nossa natureza com esta ação em prol do meio ambiente, também estaremos viabilizando o trabalho de evangelização, levando a Palavra da Salvação de Jesus Cristo aos moradores da cidade de Huelva, na Espanha”, diz o diácono Alexander Maia, diretor do ministério de Evangelismo e Missões da igreja.

Redação da JMM com informações do Ministério de Comunicação da IB Boas Novas, de Cuiabá (MT)

* Matéria originalmente publicada em O Jornal Batista com data para o dia 12 de junho de 2011.

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FGV oferece curso gratuito sobre sustentabilidade

Para você que se preocupa em cultivar atitudes sustentáveis e estar sempre atualizado, aí vai uma boa dica. A Fundação Getúlio Vargas disponibiliza conteúdos e materiais didáticos de forma gratuita pela internet em diversas áreas do conhecimento. Inclusive sobre meio ambiente.

O curso “Sustentabilidade no dia a dia: orientações para o cidadão”, tem como objetivos: apresentar os principais fatos e conceitos relativos à sustentabilidade, provocar reflexão nos participantes do curso sobre seus hábitos e atitudes em relação à sustentabilidade e contribuir para o planejamento de mudança de atitude individual. A carga horária é de 5 horas e a instituição oferece uma declaração ao término do curso.

Para mais informações, acesse o site da Fundação Getúlio Vargas.

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Conhecendo Deus na criação

Vejo a revista Ultimato como um projeto editorial que cultiva um profundo respeito pela diversidade de visões doutrinárias que povoa o universo religioso cristão. Tal característica, que admiro, me faz sentir honrada em, daqui por diante, ocupar regularmente uma página desse veículo.

Não posso deixar de registrar também a alegria de compor um grupo de articulistas com elevada estatura intelectual, como a que aparece nas páginas de cada nova edição.

Minha contribuição à Ultimato será feita no espaço das relações do ser humano com a natureza. Uma temática que transita em contexto complexo, pois a cultura material produzida por nossa civilização, até o momento presente, vai dos artefatos da nanotecnologia às grandes hidrelétricas e plataformas de extração de petróleo. As atividades humanas vão do cultivo agrícola braçal em remotos sertões à criação de sistemas cibernéticos de comunicação de dados em escritórios sofisticados de grandes corporações em centros financeiros mundiais. E nossa produção simbólica se estende de uma simples canção de ninar a tratados de física quântica, astrofísica etc.

É um universo gigantesco resultante de um processo histórico de milênios, em que podemos observar como o ser humano se comportou em seu ambiente. Como extraiu recursos naturais, como os processou, que resíduos gerou e como lhes deu uma destinação final. Nós, cristãos, relevante parte da população humana no planeta, temos em nosso livro sagrado toda uma orientação para nos conduzirmos, pois acreditamos que Deus deixou-nos orientações claras sobre conceitos e responsabilidades para com a terra, a casa que nos deu para morar (Sl 115.6).

A escritora cristã Landa Cope, em seu livro “Modelo Social do Antigo Testamento”, diz que podemos conhecer Deus pelas informações contidas na criação, na história e em sua Palavra. A mesma autora afirma que o mundo material é regido por Deus por meio de leis fixas. Essas duas afirmações são base para interessantes reflexões sobre a forma como os cristãos pensam — ou não pensam — as questões ambientais.

A maioria de nós ainda tem dificuldade de servir, honrar e conhecer Deus na criação. No entanto, o primeiro livro da Bíblia, o livro de Gênesis, trata das origens, de como cada coisa foi criada, como tudo que antecedeu a criação do homem veio numa sequência lógica para sustentar-lhe a vida e, numa reciprocidade responsável, ser cuidado por ele.

A ideia de que o mundo material é governado por Deus ocorre pouco aos cristãos, pois não há entre nós a tradição de buscar conhecer as Leis de Deus para o mundo e muito menos de ficarmos atentos para não transgredi-las. As ciências da natureza são uma atividade secular que geralmente não chama a atenção dos cristãos, exceto se forem profissionais dessa área.

Muitas vezes há até certa briga com a ciência, como se essa fosse uma atividade ateia que busca se opor ao teísmo. Como cristãos, acreditamos que a ciência descobre a engenhosa graça da inteligência de Deus e que as chamadas leis da natureza são regras que organizaram o mundo sucedâneo ao estado caótico da terra que era “sem forma e vazia” (Gn 1.2).

Convido todos os leitores para uma jornada de reflexão sobre a percepção da nossa responsabilidade como cristãos no que tange às demais formas de existência e de vida em nosso planeta. 

 Marina Silva é professora de história e ex-senadora pelo PV-AC.

* Artigo publicado na edição da revista Ultimato de março-abril de 2011.

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Energia eólica para o desenvolvimento sustentável

Em 1987, a ONU publicou o Relatório da Comissão Brundtland que visa levantar medidas que promovam o desenvolvimento sustentável, termo esse definido como: desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.

Uma das medidas destacadas nesse relatório é a diminuição do consumo de energia e o desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis, uma delas é a utilização da energia eólica, que parece estar distante da realidade dos grandes centros urbanos.

No entanto, o vídeo disponível abaixo e que foi produzido pelo Discovery Chanel nos mostra que essa energia tem obtido bons resultados em cidades urbanas, na Holanda. Confira e nos conte o que você achou!



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