Vida sustentável *

A ONG A Rocha Brasil (www.arocha.org) entende que devemos ser desafiados a resgatar o cuidado com a criação dado por Deus em Gênesis 2.15 (“Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar”) e a buscar o estilo de vida que Jesus nos ensinou.

Assim, ela elaborou uma relação de sugestões práticas para se ter uma vida sustentável e que dizem respeito ao nosso dia-a-dia seja em casa, no trabalho, na rua, nas compras ou na igreja.

Em casa
– Economize água. Diminua o tempo do banho; feche a torneira enquanto escova os dentes; use regador em vez de mangueira; varra a calçada em vez de lavá-la.
– Economize energia. Troque lâmpadas convencionais por lâmpadas eficientes; tire os eletrodomésticos (e o carregador de celular) da tomada quando não estiverem sendo usados; prefira aparelhos com o selo Procel, que consomem menos energia.
– Separe o lixo. Mesmo que a sua cidade não tenha coleta seletiva, separe o lixo em casa e descubra para onde levar materiais recicláveis como vidro, plástico, metal e papel. Pilhas e baterias usadas não devem ser misturadas com o lixo comum.
– Certifique-se da madeira. Na hora de comprar móveis de madeira, procure saber de onde vem a matéria-prima. Prefira móveis certificados (selo FSC) e provenientes de florestas de manejo sustentável.
– Cultive plantas. Na calçada, no jardim, no quintal, na sacada, na sala do apartamento – plantas significam mais qualidade do ar e menos poluição.
– Faça compostagem doméstica. Restos orgânicos, como folhas e cascas de frutas e legumes, podem virar adubo natural para o seu jardim.

No trabalho
– Imprima menos. Seja criterioso com os e-mails e só imprima o que for indispensável.
– Reutilize papel. Faça blocos de nota com papéis usados e reutilize na impressora papéis impressos apenas de um lado.
– Compartilhe material. Adote uma caixa comum de materiais como canetas, lápis, clipes etc. Isso evita que cada pessoa compre uma nova caneta cada vez que não encontrar a sua.
– Seja seletivo no material. Papel reciclado, lápis de madeira certificada, canetas com componentes não-poluentes são opções de material de escritório produzidas com vistas a reduzir o impacto ambiental.
– Fique atento ao verão. Nessa época do ano, vá trabalhar de roupas leves e incentive isso em seu local de trabalho. Assim, o ar-condicionado pode funcionar em potência mais baixa, economizando energia e esquentando menos o mundo lá fora.
– Troque o copo descartável por uma caneca durável.

Na rua
– Caminhe e pedale. Além de fazer bem à saúde, você economiza e não polui.
– Compartilhe caronas. Polui menos, e andar de carro sozinho é injusto quando se considera o impacto do seu “conforto” sobre o planeta.
– Use transportes coletivos. Além de economizar combustível e estacionamento, você pressiona os governos a aperfeiçoarem essa alternativa.
– Não jogue lixo no chão.
– Deixe a terra à vista. Ao construir sua calçada, opte por materiais que permitam o escoamento da água.

Na igreja
– Dispense o copo descartável. Leve sua caneca durável para os cultos e eventos da igreja.
– Use papel reciclado para imprimir o boletim da igreja.
– Conscientize. Inclua a questão ambiental nos estudos bíblicos e sermões.

Nas compras
– Desembale. Evite o excesso de embalagens. O queijo fatiado não precisa de bandeja de isopor nem de filme plástico. E por que usar uma sacola de plástico para cada três produtos? Para pequenas compras, leve sua sacola de casa.
– Use retornáveis. Não compre descartáveis. De copos e pratos a garrafas, dê preferência a itens cujo fabricante já prevê a reutilização. Volte a usar garrafas retornáveis, por exemplo.
– Prefira produtos locais. Além de mais frescos, os alimentos produzidos na sua região significam um modo de produção menos impactante e menos emissão de gases no processo de transporte.
– Consuma menos. Antes de comprar qualquer coisa, pergunte-se se você realmente precisa daquilo. Evite comprar alimentos que estragam rápido. Isso significa menos idas ao supermercado e menos queima de combustível fóssil.

* Artigo publicado na edição da revista Ultimato de Janeiro-Fevereiro de 2008.

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