Água, fonte de vida. Até quando?

“Somos hoje quase 7 bilhões de habitantes com um consumo médio diário de 40 litros de água por pessoa, bebendo, tomando banho, escovando os dentes, lavando as mãos, cozinhando. Um norte-americano gasta de 200 a 250 litros por dia. Um europeu de 140 a 200 litros, em algumas regiões da África, 15 litros por dia. E você, quanto gasta?”, questiona este texto encontrado no site da Sabesp.

A importância da água como fonte de vida é mostrada pelo salmista no Salmo 1.3: “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de água, a qual dá o seu fruto na estação própria e cujas folhas não caem”. A presença de água garante frutificação, saúde e a permanência das folhas. A água tem uma contribuição fundamental para a saúde e o bem-estar dos seres humanos, auxiliando no controle e prevenção das doenças, nos hábitos higiênicos e nos serviços de limpeza pública, nas práticas esportivas e recreativas. Na saúde do meio ambiente, a água é o fluido da vida, mantendo o equilíbrio e a beleza estética do cenário natural.

Apesar de todas essas contribuições, a água não tem sido tratada com o devido cuidado. Esquecemos que na Bíblia a água é usada como um símbolo para mostrar vários aspectos diferentes do poder de Deus. Ela pode ser usada como um símbolo de pureza, assim como nas limpezas cerimoniais do sistema sacrifical do Velho Testamento (Êxodo 30.18-21). Ela pode ser usada como um símbolo de destruição, assim como o dilúvio (Gênesis 6-9.17). Mas o símbolo mais comum da água é o da bênção.

Desperdiçamos, contaminamos os rios com o nosso lixo, esgoto e produtos químicos, destruímos as nascentes. Com isso contribuímos para a escassez de água potável no planeta. Diante disso a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1992, o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água. O objetivo é fazer com que a crise da água e suas implicações  sejam discutidas de forma mais aprofundada nos diversos países. No contexto da crise, três situações são consideradas críticas.

A primeira é que há 1,4 bilhão de pessoas sem acesso a uma quantidade suficiente de água potável e 2 bilhões sem acesso a água de qualidade adequada.

Outra situação crítica é a destruição da água como recurso fundamental do ecossistema da Terra e para a vida humana.

Já a terceira é a ausência de regulamentos internacionais e de pessoas que suportem uma política de água que tenha como base a solidariedade, em uma época de fraquezas estruturais e defeitos gritantes nas autoridades locais responsáveis pela água.

Como você pode ver, o número de pessoas sem acesso a água potável é  expressivo e tende a aumentar, segundo previsões da ONU. Essa situação diz respeito não só aos governantes, mas a cada uma e cada um de nós.  Você já parou para pensar nos problemas que isso provoca?

A escassez de água provoca impactos de ordem física, social, econômica, ecológica e política, sendo o mais sério o comprometimento da saúde humana, principalmente da população infanto-juvenil. Mais de 10 milhões de pessoas morrem a cada ano em decorrência de doenças relacionadas à ingestão de águas contaminadas e à falta de saneamento, sendo a maioria crianças abaixo de cinco anos. As doenças infecciosas, muitas relacionadas à qualidade da água, matam duas vezes mais do que o câncer.

A escassez  da água não compromete apenas a qualidade de vida humana. Contudo, ela põe em risco a sobrevivência de espécies animais e vegetais.  Pelo menos 20% das cerca de 10 mil espécies de peixe de água doce estão ameaçadas ou em vias de desaparecer e 24% dos mamíferos e 12% das aves estão na lista das espécies que correm risco de extinção em virtude da contaminação das águas presentes em seus habitats. A gravidade da situação fez com que o período de 2005 a 2015 fosse designado pela ONU como a Década da Água, de modo que os países possam criar mecanismos para enfrentar esse problema. A ONU alerta que, caso não sejam tomadas medidas urgentes, em 2050 1/4 da população não terá acesso à água e todos os países serão afetados.

E as causas? Você sabe quais são? Distribuição desigual dos recursos hídricos no planeta, desperdício e mau gerenciamento dos recursos, poluição (principalmente por lixo e esgoto), crescimento populacional e ocupação das margens e nascentes de rios.

No Brasil cerca de 40% da água tratada é desperdiçada. Qual a sua contribuição nesse percentual? E a da sua igreja? Que tal revisar torneiras, chuveiros, descargas? Assuma o compromisso de não desperdiçar essa bênção que é a água.

LOUDERS BRAZIL
Membro da PIB de Niterói (RJ), doutora em Ecologia Social

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